Se eu pudesse voltar atrás no tempo, eu teria sido completamente diferente. Tinha aprendido com algumas situações, tinha imposto o meu espaço, tinha feito tudo aquilo que não fiz para que um dia nada acabasse desta maneira, para que esta capa de sorrisos e de força não fosse só uma fachada e sim a mais pura da realidade. Aliás, tinha feito com que nada acabasse, com que fosse tudo aquilo que eu esperava que fosse. Com que um dia não fossem memórias, ou que ainda se fossem, tivessem sido as primeiras de muitas e muitas e não a memória do inicio e do fim. Tinha feito tudo para não ter de ficar como estou, para não ter de sofrer ou de ter medo de olhar na rua e ver aquilo que um dia eu tomei como meu nos braços de outro alguém.
Uma parte de mim acredita que fez esse «tudo» que tanto queria, como eu já disse há precisamente um ano, «I tried to be the wonderwall» mas no meio dessa situação toda, onde é que eu entrei? Onde é que entrou alguma preocupação por mim, pelo que eu sentia, pelo que eu precisava? Onde é que eu fiquei para agora ter de estar assim e me ter tornado este «eu» que nem eu conheço? Forte, feliz, mas que nao aguenta estar sozinha num quarto sem pensar, sem sentir seja o que for.